Cão para adoção: Zeca

Ficha do animalzinho

Data do anúncio: 29 de janeiro de 2018
Idade: adulto sem informação
Categoria: Cão
Sexo: Macho
Porte: Médio
Castrado: Não
Vacinado: Não
Vermifugado: Não
Adoção Especial: Não
Cidade: Belo Horizonte

Contato para adoção

Nome: Crispim Zuim - Projeto O Lobo Alfa
Email: crispim@oloboalfa.com.br, vanessa.costa@samarco.com
Telefone: (31) 98722-1086


História

Zeca. A história de um anjo
Meu nome é Zeca, pelo menos a partir de onde interessa. Vou contar como foi que descobri sobre os anjos.
Eu fui abandonado pelos meus donos. Mas eles não me jogaram na rua, pelo menos num primeiro momento. Fui vítima do pior abandono que pode existir, aquele que acontece detrás dos muros.
Fiquei jogado nos fundos de um terreiro, ferido, machucado. Não tinha abrigo, não tinha comida suficiente, água limpa e menos ainda cuidados. Pior que a falta de tudo isso, era não poder fugir pra tentar me virar sozinho.
Nas ruas, eu talvez conseguisse me virar, ou talvez fosse visto por alguém em condições de me ajudar. Mas, estando esquecido nos fundos de um quintal, eu não tinha nenhuma chance. Não seria visto e morreria lentamente.
E foi aí que ele apareceu pra mim pela primeira vez. Me abraçou, e disse-me que tudo ia ficar bem. Àquela altura, meu pescoço já estava infeccionado. Doía muito.
Mas o meu amigo me disse pra ter coragem que o meu destino iria começar a mudar. Logo atrás veio o meu dono, que me pegou e me colocou no carro. O meu amigo estava comigo, mas ele era invisível ao meu tutor.
Fui deixado às margens de uma Rodovia. Ele parou o carro, desceu comigo e me deixou ali, entre a Rodovia e um matagal. O meu amigo anjo desceu e ficou todo o tempo ao meu lado. Meu dono partiu e, com muito medo, eu me escondi num mato alto. Não queria ser visto.
Durante algum tempo, meu amigo anjo ficou ali, ao meu lado, me acariciando e me prometendo que tudo ia mudar. Eu estava fraco demais, cansado e com muitas dores pelo corpo. Não tinha mais coragem sequer de me levantar. Cheguei a pensar que meu amigo estava ali pra me conduzir, depois que eu desistisse.
Mas eu estava enganado. Ele ficou ao meu lado e, num dado momento, ele me disse: _Venha, amigo. Está na hora de você se levantar. Tem que ser agora.
Eu não tinha forças, mas ele insistiu e me obrigou a levantar e caminhar em direção à margem da Rodovia. Eu fui, me arrastando, parei e esperei a próxima ordem. Ele então continuou ao meu lado e me deu sinal pra que eu ficasse ali.
Além da grande ferida aberta, meu corpo estava coberto de larvas e bernes, de todos os tamanhos. Eu estava anêmico, desnutrido, desidratado e com uma doença muito ruim, chamada Tristeza Canina (Babésia ou doença do carrapato). Tudo doía, mas o meu amigo invisível insistia que eu deveria ficar ali.
Alguns minutos depois, um carro que passava pela Rodovia diminuiu a velocidade e foi parando próximo de onde estávamos. Eu me assustei e corri para a mata. Então, o meu amigo correu pra mim e me disse: _Chegaram aqueles que estávamos esperando. Vamos lá…
Eu então me rendi e permiti a aproximação e o resgate. Fui levado para um lugar chamado Consulveter, e recebi todos os cuidados. Precisei ser anestesiado, mas quando acordei, meu corpo não tinha mais nenhum berne. Eu estava livre dos parasitas e as feridas já estavam limpas e medicadas.
O meu amigo anjo continuou ao meu lado por uns 10 dias. Eu ainda estava internado e em tratamento, quando ele me abraçou e disse que precisava se despedir. Ele disse assim: _Amigo. Eu agora preciso ir pra ajudar outro amiguinho seu. Você agora está em boas mãos e não precisa mais de mim.
Ele me abraçou forte, acariciou minha cabeça e sumiu. Antes de desaparecer, me prometeu que voltaríamos a nos encontrar.
Essa despedida doeu, mas àquela altura, eu já tinha muitos outros amigos. Fiquei internado na Clínica por mais de 30 dias e só fui liberado depois que já estava totalmente recuperado, livre de todas as doenças, das dores e da tristeza. Meu pelo parecia outro, brilhante e saudável.
Eu comia feito um leão. Aprendi, desde muito pequeno sobre escassez e por isso, meu impulso era de comer como se não houvesse amanhã. Mas isso me ajudou a me recuperar da desnutrição, da anemia e fraqueza. Com o tempo, eu entenderei que comida é direito fundamental e que fome não faz mais parte da minha vida.
Quando deixei a clínica, todos vieram me abraçar e me desejar sorte. Eles não sabem, mas eu sou o cara mais sortudo do mundo.
O passado, aos poucos, começa a ficar no passado. As dores, a tristeza, a fome e o frio não fazem mais parte da minha vida e eu já até esqueci como era.
No lar onde vivo hoje, eu me mostrei um lobo amigo, muito brincalhão e dócil com pessoas e outros cães. Tenho pouco mais de um ano e peso 15 quilos, depois do regime de engorda.
Os meus novos amigos me deixam viver dentro de casa e eu aprendi a usar o jornal. Fico muito bem dentro de casa, mas adoro correr e brincar. Carinho também é comigo mesmo. Eu não conhecia e não sabia que era tão bom.
Meus amigos também me ensinaram sobre passear na guia. No começo, eu tremi muito quando colocaram a coleira em mim. Eu tinha passado tempo demais amarrado e tive medo de que os fantasmas do passado pudessem voltar a me assombrar.
Mas não era nada daquilo. A coleira era para que eu pudesse passear na rua sem riscos. E eu gostei, e gostei tanto que hoje eu faço muita festa quando vou passear.
Eu continuo me alimentando muito bem. Sei que não sentirei mais fome, mas ser comilão é da minha natureza mesmo.
Gosto muito de companhia, mas se precisar ficar sozinho por algum tempo, eu fico “de boa”.
Gosto também da companhia de outros lobos. A vida em matilha é uma festa pra qualquer cachorro feliz e equilibrado como eu.
Hoje estou muito saudável, castrado, vacinado com duas doses da óctupla, vermifugado e com exame de leishmaniose negativo.
Vi meus amigos dizendo que ainda tenho uma coisa chamada cicatriz, mas nem sei o que é. Eu não sinto mais nada e nem consigo ver o local da ferida. Então, pra mim isso não faz diferença.
Gosto muito de companhia, de cama, de colo, de sofá, de almofadas e de qualquer coisa macia. Mas também topo dormir no chão duro se precisar, desde que seja pra ficar perto das pessoas.
Essa semana eu fiquei especialmente feliz. Lembram daquele meu primeiro amigo? Ele veio me ver. Me abraçou forte como naquele primeiro dia e disse que eu tenho uma missão no mundo.
Disse ainda que eu vou descobrir que missão é essa assim que minha família chegar pra me buscar. De alguma forma, a minha história chegará a eles, que logo saberão que sou eu o amigo que eles tanto procuravam.

*A Rockbicho não se responsabiliza por informações contidas nos anúncios de terceiros.

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Zeca, cão para adoção

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