Cão para adoção: Bob

Ficha do animalzinho

Data do anúncio: 10 de agosto de 2017
Idade: filhote sem informação
Categoria: Cão
Sexo: Macho
Porte: Médio
Castrado: Sim
Vacinado: Não
Vermifugado: Não
Adoção Especial: Não
Cidade: Belo Horizonte

Contato para adoção

Nome: Protetores Animais
Email: protetores.animais.bh@gmail.com, crispim@oloboalfa.com.br
Telefone: (31) 3477-7602


História

Um cachorrinho de aproximadamente 6 quilos, arrastando quase 3 metros de corrente, por uma rua muito movimentada. Assim ele foi visto pela primeira vez.
Era um menino muito amedrontado e arredio, que distribuía dentes a quem dele tentasse se aproximar.
A guia que lhe circulava o pescoço estava apertada demais e, em sua ponta, outro metro e meio de uma grossa corrente.
Tínhamos ali o sinal de que ele havia fugido, mas, definitivamente, não estava em um bom lugar.
A grossa corrente e a guia apertada eram ruins, mas foi graças a elas que consegui fazer o resgate, mesmo contra os protestos do menino, que, sem poder usar as pernas, usou os dentes sem cerimônia e me furou fundo pelo menos 3 dedos.
Ele foi internado, passou por exames e, apenas 2 dias depois, já estava acomodado em uma casinha, castrado e usando uma roupinha cirúrgica. Continuava amedrontado e arredio, principalmente comigo, pois o resgate havia sido tenso.
Na Clínica, além dos cuidados médicos, teve também início o seu processo de socialização. Ele ganhava colo todos os dias, junto com um pouco de salsicha.
Aliás, ele não aceitava ração e nada que fosse comida de cachorro. Nem o patê ele comia.
Ele não poderia ficar arredio para sempre e começamos então a visita-lo na clínica.
Usamos o colo da Aline e as mesmas salsichas, como pretexto para começarmos uma amizade.
A técnica da boca cheia é infalível pra que um cãozinho aceite afagos.
Os curativos dos furos que ele havia feito nos meus dedos há dois dias ainda estavam ali, e ainda doíam muito, mas precisávamos de uma segunda chance de criar uma primeira boa impressão.
A devoção dele com a Aline era um sinal bem claro de que ali não havia cachorro bravo.
Pelo contrário, era um cãozinho amigo, muito bonzinho. Sabemos que um cachorro em condições de estresse ou medo só tem os dentes pra se defender.
Sem referências boas das pessoas, não se pode exigir dele comportamento diferente.
Deixou a Clínica numa tarde de terça feira e foi colocado no banco do meu carro, ainda bem agitado e com a indicação de usar o colar por mais 24 horas.
Chegou por aqui, foi colocado na varanda e pôde, finalmente, conhecer o lar temporário e a família provisória, que ele terá até que sua mãe chegue para lhe buscar.
Dois dias depois, já sem o colar, já estava totalmente adaptado à nossa família. Corria, latia, brincava, cheirava, pulava e pedia carinho em tempo integral.
Tornou-se o mais bonzinho cãozinho da história, de fazer correria, brincar, fazer arte e coisas típicas de filhote arteiro.
Filhote sim, pois a veterinária estimou sua idade em no máximo um ano.
Fez exames completos e, estando negativo para leishmaniose, iniciou a vacinação com a Leishtec.
Deu-se muito bem por aqui, mas precisa seguir outros caminhos. Temos uma luta longa com a Julinha e precisamos deixar que o Bob, nome que ganhou depois do resgate, siga outros caminhos.
Mas queremos pra ele caminhos especiais. Ele precisa conviver com a família dentro de casa, precisa de companhia (Ideal que tenha outro cachorro) e que o adotante possa dar sequencia ao calendário de vacinação já iniciado.
Hoje ele já come ração, mas só aceitou ração de alta qualidade. Não gosta de ficar sozinho, mas fica muito bem com outro cachorro.
Virou um cãozinho de colo, que brinca sem parar. Tem energia sobrando.
Continua a morder dedos, mas agora de uma forma bem diferente. Sua única intensão é brincar.
Está saudável, em ótima forma e pronto pra começar uma nova vida. Claro que as referências dos tempos difíceis ainda estão ali, embora esquecidas um pouco a cada dia.
Os futuros donos levarão 2 ou 3 dias para conquista-lo. E não será preciso muito exercício. O segredo com ele é apenas não forçar a barra no primeiro encontro. Mas ele mesmo se encarrega de aproximar e pedir colo.

*A Rockbicho não se responsabiliza por informações contidas nos anúncios de terceiros.

ATENÇÃO:
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Bob, cão para adoção

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